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domingo, 3 de maio de 2015
Em que planeta vivem os gordos felizes?
Engraçado que, para cada pessoa gorda e feliz, existem outras tantas, gordas ou não, que não entendem como isso pode ser possível.
Afinal, como ser feliz num mundo que literalmente não te acolhe?
Realmente não é nada fácil ser discriminado no próprio ambiente familiar, ser ridicularizado na escola, na vizinhança, ser preterido pelo mercado de trabalho, ser ignorado pelo mundo da moda... não é fácil não passar pelas catracas, não caber nos assentos...
Mas e quem disse que viver é fácil?
O gordo sofre preconceito, sim! Mas os negros também, os nordestinos, os homossexuais...
E levante a mão quem nunca conheceu uma pessoa magra deprimida. Em tese, isso não deveria acontecer, afinal os magros cabem nesse nosso mundinho.
Mas acontece! Sabe por que?
Porque os magros também se sentem rejeitados às vezes.
Talvez as pessoas nem se deem conta, mas os magros adoecem, os magros são traídos, os magros são rejeitados, são demitidos.
E onde se pretende chegar com essa comparação?
À conclusão de que todo mundo, independente do peso, das medidas, da cor, do credo, da sexualidade e da religião, tem a sensação de nadar contra a maré.
Só que nem todo mundo se deixa abater por isso.
Todos têm suas dificuldades particulares. Os gordos felizes não são felizes porque não têm dificuldades, ou as porque as ignoram. Eles são felizes APESAR de todas as dificuldades que enfrentam no dia a dia.
E isso não vem do mundo, não vem do ambiente, muito menos da sociedade. Vem de dentro! Vem do desejo de ser feliz apesar de TODOS os pesares.
O mundo não me cabe? Dane-se o mundo! Estou aqui e vão ter que me engolir!!!
Em síntese, os gordos felizes não são felizes porque são gordos, eles simplesmente são felizes, e pouco importam os ponteiros da balança.
Os gordos felizes decidiram não trazer para suas costas o peso do preconceito alheio.
Enfrentam as dificuldades (que já mencionamos não serem poucas) como qualquer outro ser humano, e resolveram ter o maior caso de amor de todos os tempos - o amor próprio!
Beijos Plus!
#Dessa
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Cirurgia bariátrica - solução para a saúde ou para o preconceito?
Plus amadas, tudo bem com vocês?
Hoje vamos falar de um assunto que sempre ronda o universo plus size: a cirurgia bariátrica.
Vamos falar mais especificamente de uma triste constatação obtida com a divulgação de uma pesquisa realizada pela pesquisador Deise Moura, da Universidade de São Paulo.
Deise conviveu, como voluntária, com o grupo de controle da hipertensão, diabetes e obesidade de Juiz de Fora, MG.
Durante o estudo, a pesquisadora entrevistou 12 mulheres que estavam no pré e pós operatório, e as inquiriu a respeito dos motivos que as levaram à cirurgia e quais as expectativas das pacientes para a vida após a gastroplastia.
Eu, particularmente, sempre recebi com reservas as informações acerca da cirurgia e sempre achei que, por enquanto, não era uma opção pra mim. Os motivos disso? Vai ter que ficar pra outro post, porque a história é longa. kkkkkkkkkkkkkkk
Apesar disso, a opção cirúrgica para tratamento da obesidade existe e vem se tornando cada vez mais comum e, quem sabe, banalizada.
Mas os médicos falavam lá nas primeiras cirurgias que era uma última opção para resgatar a qualidade de vida dos pacientes e amenizar as comorbidades.
Resumindo: era pra ser uma medida extrema de restauração da saúde!
Também sempre pensei assim. A única justificativa, para uma pessoa entrar andando, falando e sem dor num hospital e sair de lá totalmente retalhada só pode ser a saúde.
Na prática, não é bem assim. A vaidade fala muito alto na sociedade. Veja-se o grande e crescente número de cirurgias plásticas.
Mas o que a pesquisa mencionada no início do post indicou é que não foi a saúde, tampouco a vaidade, que foram apontadas como principal motivo para submeter-se à cirurgia, mas o preconceito social.
Tão lamentável essa conclusão!!!
A que ponto está chegando a opressão aos obesos? Se antes, a sociedade já não nos perdoava, imagina agora que tem até cirurgia?
Estar fora dos padrões de beleza é algo excessivamente doloroso para algumas pessoas, que sofrem pressão por todos lados. Muitas vezes, a violência psicológica e emocional começa em casa. Também há sofrimento no mercado de trabalho, no momento de comprar roupas, de caber (ou não) nos assentos...
A obesidade é uma doença e isso não se pode mais discutir. Já foi cientificamente comprovado! Algumas pessoas conseguem conviver com ela, outras não. É uma doença como tantas outras por aí. Mas com um agravante: não dá pra esconder!
Enfim, um tratamento difícil, uma cirurgia de grande porte, um pós operatório complicado, tudo que a princípio só se justificaria por motivo de saúde, tem sido a luz no fim do túnel para escapar do preconceito.
A decisão de fazer ou não a cirurgia é exclusivamente pessoal. Não estamos aqui para ser contra ou favor. Mas para defender que esta seja uma escolha livre, e não imposta por uma sociedade hipócrita, gordofóbica e preconceituosa.
Bjos plus!
Sigam o Blog, comentem, participem, divulguem, curtam a fanpage e sugiram assuntos! Esse espaço também é seu!
#Dessa
Hoje vamos falar de um assunto que sempre ronda o universo plus size: a cirurgia bariátrica.
Vamos falar mais especificamente de uma triste constatação obtida com a divulgação de uma pesquisa realizada pela pesquisador Deise Moura, da Universidade de São Paulo.
Deise conviveu, como voluntária, com o grupo de controle da hipertensão, diabetes e obesidade de Juiz de Fora, MG.
Durante o estudo, a pesquisadora entrevistou 12 mulheres que estavam no pré e pós operatório, e as inquiriu a respeito dos motivos que as levaram à cirurgia e quais as expectativas das pacientes para a vida após a gastroplastia.
Eu, particularmente, sempre recebi com reservas as informações acerca da cirurgia e sempre achei que, por enquanto, não era uma opção pra mim. Os motivos disso? Vai ter que ficar pra outro post, porque a história é longa. kkkkkkkkkkkkkkk
Apesar disso, a opção cirúrgica para tratamento da obesidade existe e vem se tornando cada vez mais comum e, quem sabe, banalizada.
Mas os médicos falavam lá nas primeiras cirurgias que era uma última opção para resgatar a qualidade de vida dos pacientes e amenizar as comorbidades.
Resumindo: era pra ser uma medida extrema de restauração da saúde!
Também sempre pensei assim. A única justificativa, para uma pessoa entrar andando, falando e sem dor num hospital e sair de lá totalmente retalhada só pode ser a saúde.
Na prática, não é bem assim. A vaidade fala muito alto na sociedade. Veja-se o grande e crescente número de cirurgias plásticas.
Mas o que a pesquisa mencionada no início do post indicou é que não foi a saúde, tampouco a vaidade, que foram apontadas como principal motivo para submeter-se à cirurgia, mas o preconceito social.
Tão lamentável essa conclusão!!!
A que ponto está chegando a opressão aos obesos? Se antes, a sociedade já não nos perdoava, imagina agora que tem até cirurgia?
Estar fora dos padrões de beleza é algo excessivamente doloroso para algumas pessoas, que sofrem pressão por todos lados. Muitas vezes, a violência psicológica e emocional começa em casa. Também há sofrimento no mercado de trabalho, no momento de comprar roupas, de caber (ou não) nos assentos...
A obesidade é uma doença e isso não se pode mais discutir. Já foi cientificamente comprovado! Algumas pessoas conseguem conviver com ela, outras não. É uma doença como tantas outras por aí. Mas com um agravante: não dá pra esconder!
Enfim, um tratamento difícil, uma cirurgia de grande porte, um pós operatório complicado, tudo que a princípio só se justificaria por motivo de saúde, tem sido a luz no fim do túnel para escapar do preconceito.
A decisão de fazer ou não a cirurgia é exclusivamente pessoal. Não estamos aqui para ser contra ou favor. Mas para defender que esta seja uma escolha livre, e não imposta por uma sociedade hipócrita, gordofóbica e preconceituosa.
Bjos plus!
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